A primeira casa da série “Inquilinos” é cheia de identidade e muito DIY!

Vista do home office que fica na entrada do apartamento.

Uma casa feita a quatro mãos é a melhor definição que encontrei para o lar da arquiteta Tamara Kenia Alff e do jornalista Nelson Luiz da Luz Junior. Mais esforços das mãos dela, tenho que admitir, mas ainda assim com a identidade dos dois. Ela, talvez pela profissão, gosta de colocar a mão na massa, ele ajuda como pode, mesmo que seja só um apoio moral. Eu já tinha estado ali outras vezes, mas dessa vez era diferente para mim e para eles. Eu fui com os olhos do de Aluguel e ela aproveitou para fazer projetos de DIY que estavam parados há algum tempo, sabem como é, vamos enrolando sempre que podemos.

“Na casa da minha mãe tem uma máquina de costura e sempre que vou até lá dá aquela vontadinha de costurar, sabe? Eu fiz, inclusive, esses jogos americanos aqui”, conta ela, referindo-se aos apoios usados na mesa, que serviam de suporte para um café fresquinho. Para a nossa visita (minha e do marido fotógrafo), ela fez um biombo com madeira e fio de malha e também uma luminária de parede com o aro de uma bicicleta, coisa linda!

Biombo feito pela Tamara com fios de malha.

Logo que a gente entra, uma janela enorme nos recebe e os raios do sol, que batem ali durante à tarde, iluminam o home office do casal. Uma mesa de 2,30 metros com pés de cavalete é o lugar em que os dois costumam trabalhar, ao lado prateleiras amarelas que tomam toda a parede guardam objetos que contam quem vive ali. “Tudo aqui tem uma história, a gente nãoguarda nada sem motivo”, conta Nelson.

O apartamento está alugado desde 2011 e já passou por algumas fases e mudanças, pessoas diferentes já moraram ali e a rotina já foi outra. A mudança mais significativa, segundo Nelson, foi quando eles decidiram transformar um dos três quartos em sala de TV e transferir o home office para a entrada do apartamento. Além de ter dado trabalho, pois foram eles que pintaram as prateleiras, a rotina do casal também acabou se transformando. “A dinâmica da casa mudou completamente, a gente passou a trabalhar mais e encarar isso menos como trabalho, pois não estamos lá no escritório, estamos aqui, os dois juntos” explica Nelson.

As paredes cor de laranja da sala de jantar e do home office já vieram assim quando o apartamento foi alugado e não foram um problema. Elas combinam com a atmosfera da casa e também com a personalidade dos donos, tanto é que achei que eles é que tinham pintado daquela cor. Na cozinha mais um pouquinho de DIY, prateleira e caixas de madeira são o principal apoio do ambiente, temperos, copos, xícaras e alimentos ficam ali e trazem uma sensação de cozinha de sítio, que é uma das vontades do casal. “Não queremos ficar aqui pra sempre, eu, muito pela minha profissão, quero construir minha própria casa” revela Tamara.

Sala de jantar esperando a gente com café fresquinho.

A sala de TV, que fica em um dos quartos, não tem sofá, apenas duas poltronas, além disso uma ideia muito boa está guardada ali: uma caixa de madeira com rodinhas que hora é usada como uma pequena estante e hora é usada como mesa de centro, adivinha quem fez? A Tamara! O fato de não existir um sofá na sala também acaba mudando a rotina da casa, eles não passam horas deitados vendo qualquer coisa na TV, quando vão para lá é para assistir algo que realmente querem ou para jogar video game. A ideia deles é mudar isso e comprar um sofá, mas eu realmente adorei a forma como a sala deles é agora, talvez porque o meu sofá me engole no seu conforto e eu não me sinto nada produtiva com isso!

Já o quarto do casal é DIY puro, pois o suporte da cama é feito com pallets e o armário aberto também foi criação do casal. O último quarto é usado para receber as visitas e também como lugar de leitura dos dois, “nós geralmente lemos ali e isso é bom porque realmente tiramos um tempo para fazer isso e não nos distraímos com outra coisa” diz Nelson.

A cama do casal é com pallets.

Na saída mais uma surpresa agradável: um geladeira antiga revestida com papel contact, logo ao lado da porta! O que será que ela está fazendo ali? O antigo eletrodoméstico virou um armário e ainda por cima inteiro cor de rosa por dentro. Ideia genial! “Guardamos muita coisa e ela também serve como uma espécie de purgatório da casa, tudo o que não serve mais para nós, colocamos ali em cima para darmos outro destino, assim já está na saída e não nos esquecemos” finaliza Nelson.

A casa deles revela o tipo de decoração mais bonito que tem: o afetivo. Tudo ali conta um pouco sobre eles e não é possível imaginar outras pessoas vivendo naquele apartamento. O cheiro do café fresco, o sol batendo na sala, as fotos, as cores.Uma casa cheia de sensações e afeto!

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